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Sede do Banco Master é vedada com tapumes antes de protesto do MBL

Na tarde desta quarta-feira, 21, funcionários instalaram tapumes ao redor da sede do Banco Master, em São Paulo. A ação alterou o visual do prédio, pouco antes de uma manifestação programada para esta quinta-feira, 22, contra a instituição e seu proprietário, Daniel Vorcaro.

Moradores e transeuntes notaram a movimentação quando a proteção começou a ser colocada no entorno do edifício. O fato chamou a atenção para o local em meio às recentes controvérsias ligadas às supostas fraudes do banco.

Protesto do MBL exige explicações do Banco Master

Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master | Foto: Divulgação/Banco Master
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master | Foto: Divulgação/Banco Master

O Movimento Brasil Livre (MBL) convocou para a noite desta quinta-feira, 22, às 18h, um protesto em frente à sede. O objetivo é exigir mais transparência, apuração minuciosa e responsabilização diante das denúncias que atingem o Banco Master.

O ato terá como ponto de concentração a sede da instituição, localizada na Rua Elvira Ferraz, nº 440, no bairro do Itaim Bibi, um dos principais centros financeiros da capital paulista.

Para o MBL, “casos de corrupção no sistema financeiro não podem ser tratados com normalidade ou silêncio, especialmente quando envolvem instituições que operam no coração do mercado financeiro brasileiro”.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o coordenador nacional do movimento e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, classificou o episódio como “o maior escândalo de corrupção que a nossa República passa” e afirmou que envolve figuras de ambos os lados da política, do Judiciário, da imprensa e de “quase todo o sistema financeiro”. Ele também mencionou envolvimento de políticos “de dentro e fora do Brasil” e citou a Venezuela ao falar do alcance das denúncias.

O coordenador do MBL dirigiu-se ainda a pessoas que se consideram prejudicadas pelo caso. “Você que foi lesado pelo banco e está aguardando receber o dinheiro do FGC [Fundo Garantidor de Crédito], você também vai ficar parado?”, perguntou. Segundo ele, o ato ocorrerá em uma noite de quinta-feira para permitir a participação depois do horário de trabalho. Renan afirmou que não haverá caminhão de som nem discursos formais, “apenas revolta”.

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