Operação contra o CV no RJ tem tiroteio e deixa turistas presos no Vidigal
“Claro que foi assustador, mas acho que foi tudo muito bem controlado pelos guias”, relatou uma turista portuguesa à Rede Globo. Segundo os visitantes, os guias turísticos orientaram que todos permanecessem abaixados durante o confronto.

A Avenida Niemeyer foi liberada pouco antes das 7h, de acordo com o Centro de Operações Rio, e motoristas usaram a Autoestrada Lagoa–Barra como alternativa. Sete linhas de ônibus tiveram itinerários desviados, informou o Rio Ônibus.
Por volta das 7h20, com a situação controlada, os turistas conseguiram deixar a favela. A segurança foi reforçada com o uso de veículos blindados da Polícia Militar.
O Morro Dois Irmãos é um dos destinos mais procurados por turistas no Rio. A trilha, de cerca de 1,5 km, começa no Vidigal e leva, em média, 40 minutos até o topo. Do alto, é possível ver as praias da zona sul.

Operação no Vidigal mirava chefes do CV na Bahia
A ação contou com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais e foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia. O objetivo era cumprir mandados contra lideranças do CV ligadas ao tráfico no sul baiano.
O principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, o Dada, apontado como chefe do tráfico na região de Caraíva. Monitorado pelo Ministério Público baiano, o criminoso teve sua movimentação identificada, o que motivou a operação no Rio.

Segundo as investigações, Dada fugiu de um presídio na Bahia em 2024 com outros 15 detentos e passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, sob proteção da facção. Recentemente, ele teria alugado uma casa no Vidigal, onde recebia familiares e amigos.
Durante a ação, vídeos registraram contêineres da Companhia Municipal de Limpeza Urbana incendiados e usados como barricadas, além de impactos no transporte público na região.
Uma mulher foi presa: Núbia Santos de Oliveira, apontada como responsável por auxiliar na lavagem de dinheiro da facção. Ela é companheira de Wallas Souza Soares, também investigado.

