Suíça cobra até R$ 7 mil de ativistas da Flotilha de Gaza por despesas consulares
Os ativistas suíços da Flotilha para Gaza receberam uma série de notas do governo da Suíça referentes aos custos enfrentados para sua repatriação após a prisão realizada por Israel.

O Departamento Federal de Relações Exteriores (DFAE), o equivalente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) no Brasil, cobrou dos ativistas as despesas administrativas e de emergência que o Executivo de Berna teve que arcar para libertá-los.
As notas variam em valor, chegando a superar os R$ 7 mil. A Confederação Suíça explicou que esses montantes refletem os diferentes custos incorridos com a assistência consular, que inclui conversas com autoridades israelenses, visitas a prisões, disponibilidade variáveis e assistência no retorno à Suíça.
Suíça não considera a missão de Gaza como oficial ou humanitária
A Suíça optou por não cobrar de todos os pagadores de impostos os custos de uma missão que não era nem humanitária nem oficial, responsabilizando os participantes por seus atos.
A decisão do governo suíço baseia-se na Lei Federal sobre Pessoas e Instituições Suíças no Exterior, que entrou em vigor em 2015 e estabelece um princípio fundamental: aqueles que não cumprirem as recomendações oficiais de viagem poderão ser obrigados a reembolsar os custos da assistência consular recebida.
Sébastien Dubugnon foi um dos ativistas que participaram da Flotilha e estava entre os expulsos de Israel para a Turquia. Ele alega que foram os turcos que pagaram suas despesas de repatriação, e não a Suíça. Todavia, recebeu uma nota de cerca de quase R$ 2 mil de seu país
Ao todo, 20 ativistas suíços participaram das missões da Flotilha, representando duas organizações diferentes: “Ondas de Liberdade” e “Mil Madleens para Gaza”.

