Trump retira EUA de mais de 60 organizações internacionais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 7, a retirada do país de 66 organizações internacionais. A decisão dá continuidade à Ordem Executiva 14199, que determinou a revisão da participação e do financiamento norte-americano a instituições internacionais consideradas contrárias aos interesses dos EUA.
Segundo o comunicado oficial da Casa Branca, a medida é resultado de uma análise conduzida pelo Departamento de Estado, em consulta com a representação norte-americana junto às Nações Unidas. Depois de receber o relatório, Trump decidiu que “é contrário aos interesses dos EUA permanecer como membro, participar ou fornecer apoio” às organizações listadas no memorando presidencial.
De acordo com o texto, a retirada envolve entidades consideradas “redundantes em seu escopo, mal administradas, desnecessárias, dispendiosas, mal conduzidas” ou que teriam sido “capturadas por interesses de atores que promovem suas próprias agendas, contrárias às nossas”. O governo afirma ainda que algumas dessas instituições representam “uma ameaça à soberania, às liberdades e à prosperidade geral” do país.
Em declaração oficial, Trump afirmou que “não é mais aceitável enviar o sangue, o suor e o dinheiro do povo norte-americano para essas instituições, com pouco ou nenhum retorno”. Segundo o presidente, “os dias de bilhões de dólares do contribuinte fluindo para interesses estrangeiros às custas do nosso povo acabaram”.
Das 66 organizações citadas, 31 fazem parte do sistema das Nações Unidas. A lista inclui departamentos, comissões regionais, fundos, programas e escritórios ligados a temas como desenvolvimento econômico e social, clima, população, gênero, habitação, comércio, treinamento, água, oceanos e construção da paz.
As demais envolvem fóruns internacionais nas áreas de meio ambiente, energia, democracia, cultura, ciência, migração, segurança e desenvolvimento sustentável. Também constam instituições regionais, conselhos intergovernamentais e alianças voltadas à cooperação internacional.
Venezuela vai comprar apenas produtos dos EUA com recursos de petróleo, diz Trump
Em outra manifestação nesta mesma noite, Trump afirmou que a Venezuela passará a adquirir exclusivamente produtos fabricados nos EUA com os recursos obtidos a partir de um novo acordo de comercialização de petróleo venezuelano. Segundo ele, a decisão envolve a compra de produtos agrícolas, medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos destinados à melhoria da rede elétrica e das instalações energéticas da Venezuela.
“Acabei de ser informado de que a Venezuela vai comprar apenas produtos fabricados nos EUA, com o dinheiro que receberão do nosso novo acordo de petróleo”, escreveu. O presidente acrescentou que, “em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro”.

A manifestação ocorre no contexto de um conjunto de medidas anunciadas pelo governo norte-americano para viabilizar a venda de petróleo venezuelano que estava retido em razão de sanções anteriores.
De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, os recursos provenientes da comercialização do petróleo bruto da Venezuela serão mantidos em contas sob controle do governo norte-americano. Em nota oficial, o órgão informou que a medida busca assegurar transparência e lisura na destinação dos valores, que serão utilizados “em benefício do povo norte-americano e do povo venezuelano”.

