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Senador dos EUA critica decisão de Moraes sobre prisão de Bolsonaro

O senador norte-americano Shane Jett, do Estado de Oklahoma, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de negar o pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação no X, Jett alerta para possíveis responsabilidades internacionais, incluindo acusações de homicídio culposo, caso haja consequências graves à saúde do ex-presidente brasileiro.

Jett, que é casado com uma brasileira e tem se posicionado publicamente contra o que considera “corrupção e marxismo” no Brasil, expressou “discordância respeitosa” com a decisão de Moraes. O senador afirmou a necessidade de uma “revisão imediata da decisão, com observância estrita aos critérios humanitários e jurídicos imparciais, para a preservação da credibilidade das instituições judiciárias”.

“A comunidade internacional atribuirá ao excelentíssimo Alexandre de Moraes responsabilidade pessoal por quaisquer consequências decorrentes da negação intencional e punitiva de cuidados médicos ou humanitários adequados, inclusive eventual responsabilidade por homicídio culposo ou crimes análogos”, escreveu.

Saúde de Bolsonaro tem se deteriorado na prisão

Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro. O ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado, tem apresentado saúde cada vez mais fragilizada. Ele carrega sequelas do atentado a faca que sofreu do ex-filiado ao Psol Adélio Bispo, em 2018.

Recentemente, o ex-presidente foi hospitalizado para procedimentos médicos. Ele passou por uma endoscopia na última quarta-feira, 31, depois de passar por uma cirurgia para correção de hérnia na semana anterior. Os médicos avaliam a necessidade de novas intervenções.

A defesa de Bolsonaro solicitou a conversão da pena para prisão domiciliar com base em laudos médicos que apontam riscos à sua saúde, mas o pedido foi indeferido por Moraes. Conforme despacho publicado nesta quinta-feira, o ministro considerou a medida desnecessária.

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