Bahia ganha protagonismo com avanço do Novo e apoio a ACM Neto, enquanto direita articula chapa nacional
Mesmo ainda sem definição oficial, o alto escalão do Partido Liberal intensificou articulações para compor uma chapa presidencial com Flávio Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como vice. A estratégia mira a construção de uma candidatura unificada da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.
Nos bastidores, aliados de Flávio ampliaram o diálogo com integrantes do Partido Novo, buscando convencer Zema a reavaliar sua pré-candidatura própria. Apesar da resistência pública do governador mineiro, o movimento evidencia o peso crescente do Novo no cenário político nacional.

Esse crescimento não se restringe a Minas Gerais. Na Bahia, o partido também ganha protagonismo com a atuação de José Carlos Aleluia, que tem se posicionado como apoiador da candidatura de ACM Neto ao governo estadual. Nos bastidores, aliados avaliam que a força dessa articulação pode levar ACM Neto a uma vitória ainda no primeiro turno, consolidando a influência do Novo em um estado historicamente dominado por outros grupos políticos.
Em Minas, Zema segue como peça-chave. Com alta aprovação após dois mandatos à frente do governo estadual, ele reúne características valorizadas pelo mercado financeiro e pelo setor produtivo — fatores que o PL considera decisivos para ampliar a competitividade eleitoral. Além disso, o estado, segundo maior colégio eleitoral do país, mantém seu papel de “fiel da balança” nas disputas presidenciais.
Apesar das investidas, Zema reafirmou que pretende manter sua candidatura. Segundo ele, aceitar a vice representaria uma concessão a posições com as quais o Novo não concorda integralmente. Ainda assim, o partido permanece dividido entre lançar candidatura própria ou integrar uma chapa mais ampla.
Enquanto as negociações seguem indefinidas, o PL avança na montagem de palanques regionais. Em Minas Gerais, a legenda articula candidaturas próprias ao governo e ao Senado sob influência de Nikolas Ferreira, que deve atuar como um dos principais puxadores de votos para a Câmara dos Deputados.
O cenário revela não apenas a tentativa de unificação da direita, mas também o fortalecimento gradual do Partido Novo em diferentes regiões do país, ampliando seu papel nas articulações para as eleições nacionais e estaduais.

