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CPMI do INSS retoma atividades com o depoimento de Vorcaro

O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, será um dos primeiros depoentes no retorno das atividades da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Conforme anunciado pelo presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a oitiva de Vorcaro está marcada para a próxima semana. No mesmo dia deve ser ouvido Luiz Félix Cardamone Neto.

“Comunicamos ao Brasil que Daniel Vorcaro e Luiz Félix Cardamone Neto foram convocados para comparecer nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, perante a CPMI do INSS”, publicou Viana no seu perfil oficial no X.

O parlamentar ainda explicou que, em relação ao depoimento de Maurício Camisotti — apontado como uma das figuras centrais do esquema —, a comissão “atua para reverter o habeas corpus que, de forma provisória, garante o não comparecimento à CPMI”.

“A CPMI seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar que ninguém se esconda atrás de decisões provisórias e que os fatos sejam plenamente esclarecidos diante do povo brasileiro”, complementou.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Toffoli retira documentos de Vorcaro da CPMI do INSS

Em dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada de documentos sobre o presidente do Banco Master da comissão. A deliberação reacendeu a tensão entre o Judiciário e o Congresso Nacional.

A partir da decisão de Toffoli, a bancada do Novo e parlamentares da oposição protocolaram um pedido de providências ao ministro André Mendonça para que documentos obtidos a partir das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro sejam devolvidos à comissão. 

O requerimento foi apresentado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), líder do partido na Câmara, e tem como signatários a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), o deputado Luiz Lima (Novo-RJ), o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador Eduardo Girão (Novo-CE). 

Na peça, os parlamentares sustentaram que “não há investigação séria possível quando provas legalmente produzidas por uma CPMI são retiradas do seu alcance e ficam indefinidamente bloqueadas” e afirmam que “a decisão do Ministro Toffoli representa mais uma interferência indevida do STF no exercício das prerrogativas do Poder Legislativo”.

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